Zezé Rocha, ovacionada, é agraciada com o prêmio ‘Bertha Lutz’ no Senado

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Na terça feira (25/3), às 11 horas, ocorreu sessão especial no Senado Federal em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com a entrega do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz às cinco vencedoras da 13ª edição do prêmio, entre elas a professora mestra ex-deputada e ex-sindicalista Maria José Rocha Lima, a Zezé Rocha, mais assinatura de acordo de intenções de Cooperação Técnica à “Campanha atitude e compromisso”  pela Câmara e Senado, por seus respectivos presidentes, Henrique Alves e Renan Calheiros, . 

O diploma foi instituído para homenagear mulheres que tenham contribuído na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero e cinco personalidades que contribuíram para a conquista de direitos políticos pelas mulheres, entre elas a professora, sindicalista, educadora e ex-deputada Maria José Rocha Lima (Zezé Rocha), receberam a diplomação nesta 13a Edição. As premiadas em 2014: Cristina Maria Buarque (secretária da Mulher de Pernambuco), Delaíde Alves Miranda Arantes (ministra do Tribunal Superior do Trabalho), Magnólia de Souza Monteiro Rocha, Maria José Rocha Lima (Zezé Rocha) e Maria Lygia Maynard Garcez Silva.

Filha do cientista Adolph Lutz,  pai da medicina tropical e da zoologia médica no Brasil e da inglesa Amy Fowler, de quem teve os filhos: Bertha Lutz, Guálter Adolfo Lutz e Laura Bertha Lutz. Zoóloga de profissão, Bertha Maria Júlia Lutz é conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. Ela se empenhou pela aprovação da legislação que outorgou o direito às mulheres de votar e de serem votadas. Nasceu em 2 de agosto de 1894 e faleceu a 16 de setembro de 1976, aos 84 anos,no Rio de Janeiro.

Maria José Rocha Lima, a Zezé Rocha, para os baianos Zezé Coragem sindicalista dos professores, ela foi a única a enfrentar Toninho Malvadeza (Antônio Carlos Magalhães, ACM), e derrotá-lo nas suas preditas tramoias carlistas -, recebeu a premiação Bertha Lutz no Plenário do Senado, e fez os convidados à Sessão quebrarem o protocolo rígido do Congresso Nacional entre palmas entusiásticas e salvos pela maioria na sessão solene. Não foi poupada de elogios dos oradores da mesa, como também daqueles que tiveram a palavra, como ocorreu o elogio rasgado do senador Cristovam Buarque que fez questão de enaltecê-la como colega no Ministério da Educação.

Ouçam ao programa ‘Fim de Tarde’, da Rádio Canção Nova: https://soundcloud.com/adenio/13-11-conselho-de-mestre-fim.

A professora mestra Maria José Rocha Lima (Zezé Rocha) mostra numa linguagem simples novas formas e trabalhos adequados aos profissionais de Educação. Contatos podem ser feitos por e-mail: zezerochalima@hotmail.com; Skype: zezerocha90; Twitter: @zezerochalima. Apreciem o texto e o aúdio!

Zezé recebe prêmio Berta Lutz no Senado Federal

Bertha Maria Júlia Lutz, líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras, empenhou pela aprovação da legislação que outorga o direito às mulheres de votarem e de ser votadas. Nasceu em 2 de agosto de 1894 e faleceu a 16 de setembro de 1976, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.
Bertha Maria Júlia Lutz, líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras, empenhou pela aprovação da legislação que outorga o direito às mulheres de votarem e de ser votadas. Nasceu em 2 de agosto de 1894 e faleceu a 16 de setembro de 1976, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.

 

Zezé Coragem
A mestra professora Maria José Rocha Lima é uma das profissionais de Educação mais competentes no Brasil

No plenário do Senado, amanhã, terça-feira, 25, às 11h, acontece sessão solene destinada a comemorar o Dia Internacional da Mulher e agraciar as vencedoras da 13ª premiação do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz e assinar o Acordo de Cooperação Técnica à Campanha “Compromisso e Atitude”, a ser celebrado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados

As premiadas em 2014, além de a professora e mestra Maria José Rocha Lima, conhecida na Bahia como Zezé Coragem, serão agraciadas Cristina Maria Buarque (secretária da Mulher de Pernambuco), Delaíde Alves Miranda Arantes (ministra do Tribunal Superior do Trabalho), Magnólia de Souza Monteiro Rocha e Maria Lygia Maynard Garcez Silva.

ZEZÉ CORAGEM – Cinco personalidades que contribuíram para a conquista de direitos políticos pelas mulheres, entre elas a professora, sindicalista, educadora e ex-deputada Maria José Rocha Lima (Zezé Coragem, assim conhecida pelas lutas sindicais e políticas na Bahia), recebem nesta terça-feira, às 11h, no Plenário do Senado, o Prêmio Bertha Lutz.
Bertha Maria Júlia Lutz, líder na por trabalhar pelos direitos políticos das mulheres brasileiras, empenhou pela aprovação da legislação que outorga o direito às mulheres de votarem e de ser votadas. Nasceu em 2 de agosto de 1894 e faleceu a 16 de setembro de 1976, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.

Maria José Rocha Lima é Mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia-UFBa, 1999; Deputada Estadual de 1990 a 1998; Assessora Especial do Ministro da Educação de 2003 a 2004. Elaborou o Programa de Educação de Angola no Continente Africano entre 2005 a 2007. Foi Consultora da UNESCO de 2008 a 2012.

LUTZ – Bertha Maria Júlia Lutz, líder na por trabalhar pelos direitos políticos das mulheres brasileiras, empenhou pela aprovação da legislação que outorga o direito às mulheres de votarem e de ser votadas. Nasceu em 2 de agosto de 1894 e faleceu a 16 de setembro de 1976, aos 84 anos, no Rio de Janeiro.

PRÊMIO BERTHA LUTZ

Sessão Solene no Plenário do Senado Federal

25/03 (teça-feira)

Hora: 11h

Requerentes: Senadora Angela Portela e Deputada Federal Jô Moraes

Local: Plenário do Senado Federal
Horário: 11h

Ensinar aos alunos com amorosidade

ZEZÉ CORAGEM
professora e mestra, coordenadora de Alfabetização da Unesco para o Brasil.

Os alunos jamais devem ficar sozinhos, por isso os supervisores, orientadores e professores devem ser os primeiros a chegar os alunos nunca devem estar desocupados.

Sabendo que o exercício físico, a música, teatros e passeios são meios eficacíssimos para se alcançar a disciplina, favorece também a moralidade e conserva a saúde do corpo e alma.

É indispensável que se dê ampla liberdade de correr, pular e gritar à vontade, mas as falas não devem ser repressíveis jamais. Vigiar também para impedir que entrem no instituto companheiros, livros ou pessoas que tenham más conversas, por isso nesse sistema dá-se com um tesouro a escolha de um bom porteiro para a escola.

O sistema repressivo pode facilmente impedir uma desordem, mas dificilmente consegue melhorar os alunos faltosos, estes acabam guardando rancor do educador e vindo futuramente a se vingar e travando e frustrando todo seu caminho na educação ou até mesmo cometendo crimes futuros. No sistema preventivo o aluno torna-se amigo e vê no educador um benfeitor que corrige, pois quer livrá-lo do mal dos desgostos, castigos e desonra.

 

Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

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Deputado estadual Hamilton Pereira, São Paulo, entre Iara Bernardi e a Educadora Maria José Rocha Lima

https://soundcloud.com/adenio/11-conselho-de-mestre-fim-de-3

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade CertaFec é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.

Alfabetização

Aos oito anos de idade, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita; o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos; a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.

No Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios centrais serão considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:
1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.

Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania. Para exercer sua função de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática.

Governos

Ao aderir ao Pacto, os entes governamentais se comprometem a:

  • alfabetizar todas as crianças em língua portuguesa e em matemática;
  • realizar avaliações anuais universais, aplicadas pelo INEP, junto aos concluintes do 3º ano do ensino fundamental;
  • no caso dos estados, apoiar os municípios que tenham aderido às Ações do Pacto, para sua efetiva implementação.

 

Para conhecer melhor o Pacto

As Ações do Pacto apoiam-se em quatro eixos de atuação:
1. Formação continuada presencial para os professores alfabetizadores e seus orientadores de estudo;
2. Materiais didáticos, obras literárias, obras de apoio pedagógico, jogos e tecnologias educacionais;
3. Avaliações sistemáticas;
4. Gestão, mobilização e controle social.

 

NÚMEROS DA ALFABETIZAÇÃO NO BRASIL

Nº escolas com matrículas no 1º, 2º, 3º ano e multisseriadas/ multietapa 108.733
Nº de turmas do 1º, 2º, 3º ano e multisseriadas/ multietapa 400.069
Nº de matrículas do 1º, 2º, 3º ano e multisseriadas/ multietapa 7.980.786
Fonte: INEP

Carências dos professores e suas realizações

https://soundcloud.com/adenio/8-11-agress-o-aos-professores

Aluna agride professora
Falta de estrutura física e social, deixam professores à mercê de todo tipo de violência.

Num balanço dos programas que fiz, vi que falávamos mais das carências das professoras, do que sobre as suas realizações. E me lembrei de uma carta da grande atriz Fernanda Montenegro à sua professora Dona Carmosina ao receber a Grã Cruz do Mérito Nacional, na Presidência da República,em 1999, clamando por respeito; reconhecimento aos professores e em defesa dos grandes mestres. Vejam alguns trechos da cartada atriz: “Eu me lembro com muito carinho de Dona Carmosina Campos de Meneses, a professora que me alfabetizou. E, mais que isso, que me ensinou a ler, o que é um degrau a mais na alfabetização.” […]. “Busquei na memória a minha professora Carmosina para me aproximar da professora Dora do filme Central do Brasil, aquela que vendia cartas e até traficava crianças para sobreviver” […] “E vi como seria trágico se a minha tão prestigiada e amada Dona Carmosina, por carências existenciais e sociais, viesse a se transformar numa endurecida e miserável Dora”. E a atriz continua: “Entre Carmosinas e Doras lá se vão 60 anos. Penso que minha vocação de atriz foi sensibilizada a partir das leituras em voz alta, leituras muito exigidas, cuidadas, que nós fazíamos usando os livros de português do curso primário. As primeiras coisas que decorei na minha vida foram dois poemas que Dona Carmosina mandou” […] que decorássemos”. “Na volta das férias de 1937, eu, ao mesmo tempo tímida e encantada, declamei: Oh! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais” […] “ Vi muitos brasis entre esses meus oito anos, os oito anos do poeta e essas duas mulhres: Carmosina e Dora”. […] “Senhor Presidente, nesta confraternização de artistas e autoridades como não lembrar o milagre que a educação e a cultura produzem em todo ser humano”. […] “Senhor Presidente, precisamos de muitas Carmosinas e, se possível, nenhuma Dora.” […] “ Eu tenho um sonho […] que um dia realmente […] todas as desesperadas Doras sejam resgatadas desses ônibus. […] que atravessam esse sertão de miséria e que a elas seja dada uma parcela, daquele reconhecimento e respeito social das professoras Carmosinas da minha infância”.

Ilustração: http://www.youtube.com/watch?v=kl-Nf7ncGjw

Programa Radiofônico da Canção Nova 89.1 de 2ª – 6ª feira, 18h50min- Conselho de Mestre com a educadora Maria José Rocha.

Projeto REMEC/Unesco –Enfrentar a evasão é um grande desafio

Lucas Vicente, Adênio de Carvalho e Francisco Munhongo visitando exposição sobre trabalhos de Portinari em Luanda/Angola, idealizada pela professora Zezé Rocha.
Lucas Vicente, Adênio de Carvalho e Francisco Munhongo visitando exposição sobre trabalhos de Portinari em Luanda/Angola, idealizada pela professora Zezé Rocha.

A evasão está fortemente relacionada com a frequência dos alunos, o que guarda forte correlação com a não aprendizagem. É só lembrarmos dos dados do Projeto REMEC/SP/UNESCO 1, mostrando que se somássemos os municípios que têm índices de evasão de 30% a 59%, teríamos 26% deles com estes elevadíssimos índices e resultados irrisórios em termos de alfabetização.

Enfrentar a evasão, exigirá um forte investimento na qualificação da frequência e na aprendizagem única possibilidade de encontros para confrontação de pensamentos, de conhecimentos a respeito de determinada questão.
Não frequentar às aulas quase sempre revela a não integração do aluno ao grupo; o seu não acolhimento;a sua não identificação e sobretudo o não aproveitamento. Entendemos que a Interação Social é um imperativo para enfrentar a evação, criar vínculos sociais entre os alunos entre si e entre esses e o professor. Além da freqüência individual, destacamos o trabalho em grupo, as atividades culturais, a merenda socializadora com as finalidades de enfrentamento dos medos e busca do sentido individual para aprender a ler e escrever.
É do reconhecido escritor italiano Humberto Eco a afirmação lapidar sobre a necessidade da convivência social para a aprendizagem : “Como nos ensinam as mais laicas entre as ciência humanas, é o outro, é seu olhar, que nos define e nos forma”.
A palavra frequência, no Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis significa: 1. ação de frequentar; 2. afluência de gente; 9. trato, convivência. Já Frequentar é: Ir amiúde; 2. visitar repetidas vezes; cursar, estudar, seguir; 3.conviver com; ter relações, trato.
Para os teóricos da interação social, o diálogo e parceria são os meios pelos quais “o homem se comunica e interage com outros homens e com o mundo”. É por meio dele, “da palavra alheia”, que o homem aprende a representar o mundo e a refletir sobre ele, como afirma Zuin (2010)1, comentando Paulo Freire.
E a autora prossegue: “o diálogo preconiza que o interlocutor se coloque no lugar do outro. Ele permite a reflexão, a confrontação de visões e, consequentemente a conscientização.”
O pedagogo e pensador Lev Vygostki2, afirma que existe uma capacidade de desempenhar tarefas de maneira independente que ele chama de desenvolvimento real de uma pessoa, ou seja, os conhecimentos já adquiridos, as funções já consolidadas no sujeito da aprendizagem. E um outro nível de desenvolvimento, que ele denominou de zona de desenvolvimento proximal, que diz respeito à pessoa que é capaz de desempenhar uma ação apenas com a ajuda dos outros, ou seja, as funções que ainda estão em processo no sujeito, que existem em potência, mas ainda não emergiram.
A convivência com os outros em trocas mútuas e com reciprocidade permite que se estabeleça a zona de desenvolvimento proximal, conceito de Vygostki, que estudou as relações mediativas (interacionistas), afirmando que a interferência de uma pessoa, ou pessoas pode alterar os níveis de desenvolvimento de outra. Desse modo, esta interação será a responsável pela construção do ser psicológico individual.
Enfim para que a “palavra alheia”, antes referida ensine aos nossos alunos a representar o mundo e a refletir sobre ele é que atribuímos à frequência à escola; a realização do trabalho em grupo; às atividades culturais o papel de fatores altamente relevantes para o sucesso das aprendizagens e as adotamos como critérios para a avaliação do processo dos alunos, e igualmente dos programas de alfabetização.
Também a merenda socializadora, em comunhão busca associar o ato alimentar a uma finalidade pedagógica, saciando fomes. É ainda, uma forma de ampliação do tempo de aprender – já bastante reduzido – é sobretudo um momento para o aprofundamento dos vínculos sociais e interação entre os alunos, que são elementos importantes no processo didático.
Aprender as regras de etiqueta á mesa fundamentais para a convivência social. Além do ganho secundário de gerar possibilidades de utilização dos nomes dos alimentos, suas origens e formas de preparo como insumos a serem utilizados didaticamente, como acervo de letras, palavras e textos.

Carências e as realizações dos professores

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada." Clarice Lispector
“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.” Clarice Lispector

Num balanço dos programas que fiz, vi que falávamos mais das carências das professoras, do que sobre as suas realizações. E me lembrei de uma carta da grande atriz Fernanda Montenegro à sua professora Dona Carmosina ao receber a Grã Cruz do Mérito Nacional, na Presidência da República,em 1999, clamando por respeito; reconhecimento aos professores e em defesa dos grandes mestres. Vejam alguns trechos da cartada atriz: “Eu me lembro com muito carinho de Dona Carmosina Campos de Meneses, a professora que me alfabetizou. E, mais que isso, que me ensinou a ler, o que é um degrau a mais na alfabetização.” […]. “Busquei na memória a minha professora Carmosina para me aproximar da professora Dora do filme Central do Brasil, aquela que vendia cartas e até traficava crianças para sobreviver” […] “E vi como seria trágico se a minha tão prestigiada e amada Dona Carmosina, por carências existenciais e sociais, viesse a se transformar numa endurecida e miserável Dora”. E a atriz continua: “Entre Carmosinas e Doras lá se vão 60 anos. Penso que minha vocação de atriz foi sensibilizada a partir das leituras em voz alta, leituras muito exigidas, cuidadas, que nós fazíamos usando os livros de português do curso primário. As primeiras coisas que decorei na minha vida foram dois poemas que Dona Carmosina mandou” […] que decorássemos”. “Na volta das férias de 1937, eu, ao mesmo tempo tímida e encantada, declamei: Oh! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais” […] “ Vi muitos brasis entre esses meus oito anos, os oito anos do poeta e essas duas mulhres: Carmosina e Dora”. […] “Senhor Presidente, nesta confraternização de artistas e autoridades como não lembrar o milagre que a educação e a cultura produzem em todo ser humano”. […] “Senhor Presidente, precisamos de muitas Carmosinas e, se possível, nenhuma Dora.” […] “ Eu tenho um sonho […] que um dia realmente […] todas as desesperadas Doras sejam resgatadas desses ônibus. […] que atravessam esse sertão de miséria e que a elas seja dada uma parcela, daquele reconhecimento e respeito social das professoras Carmosinas da minha infância”.

A mestra professora Maria José Rocha Lima é uma das profissionais de Educação mais competentes no Brasil, e está divulgando trabalho através de áudio para melhorar este segmento, que é a real ferramenta para evolução e crescimento de um povo.
O texto é intrínseco ao segmento do programa “Fim de Tarde”, na Rádio Canção Nova. A professora mestra Maria José Rocha Lima (Zezé Rocha) mostra numa linguagem simples novas formas e trabalhos adequados aos profissionais de Educação. Contatos podem ser feitos por e-mail: zezerochalima@hotmail.com; Skype: zezerocha90; Twitter: @zezerochalima. Também podem contatar pela assessoria (61) 8164-1232. Apreciem o texto e o aúdio!

https://soundcloud.com/adenio/07-11-conselho-de-mestre-fim

Oscar Niemeyer: um ateu que ergueu catedrais

Catedral de Brasíla
Catedral de Brasíla
Alunos da UNP, Natal-RN em tarefas extra-classe
Alunos da UNP, Natal-RN, em tarefas extra-classe

Ele ergueu torres e palácios, sedes de partidos e museus, casas suntuosas e populares, como a do seu motorista no morro, escolas e pontes, mas intrigante é que sendo ateu ergueu tantas catedrais! É admirável como Oscar Niemeyer prima pelo respeito à liberdade e o seu incrível apreço pela tolerância, entendendo que cada um pode e deve professar, livremente, seu credo. É impressionante, a sua desmedida capacidade de se colocar no lugar do outro.

Para explicar por que criou a catedral num formato de mãos em posição de prece, ele responde: – “A resposta é muito simples: eu pensei exatamente nas pessoas que estão indo lá rezar, pensando em Deus. Foi a partir daí que projetei todos aqueles vitrais, com muitos espaços transparentes […] para que as pessoas imaginassem que lá da nave, em todos os espaços infinitos, encontrariam o Senhor que o aguardaria”. Ele também comenta “vejam a Catedral, por exemplo, evitei as soluções usuais das velhas catedrais escuras, lembrando pecado. E, ao contrário, fiz escura a galeria de acesso à nave, e esta, toda iluminada, colorida e voltada com seus belos vitrais transparentes para os espaços infinitos”.

Ainda sobre a Catedral de Brasília: “Gosto da ideia de uma catedral suspensa. Tenho de me preocupar em criar uma atmosfera serena para o crente falar com Deus.” Chega a ser intrigante como um ateu por ideologia como Niemeyer tenha penetrado nos sentimentos e nos símbolos sagrados dos cristãos, para a idealização da Catedral de Brasília e de tantas outras. “Niemeyer foi literalmente secular: “Não discriminou profano e sagrado, projetou igrejas e sedes de partidos, palácios e quadras populares”, como afirmou o deputado Chico Alencar, que tão bem definiu a profunda concepção pluralista, que marca a obra de Oscar Niemeyer, que mais uma vez revela a sua sintonia com a nossa cultura; com o nosso povo e por isso tão amado por todos os brasileiros. O padre Jorge Luiz Neves da Silva, o Jorjão, que fora convidado pela viúva Vera Lúcia Cabreira para rezar uma missa em memória ao arquiteto, afirmou “Niemeyer é um homem iluminado”.

O texto é intrínseco ao segmento do programa. A professora mestra Maria José Rocha Lima (Zezé Rocha) mostra numa linguagem simples novas formas e trabalhos adequados aos profissionais de Educação. Contatos podem ser feitos por e-mail: zezerochalima@hotmail.com; Skype: zezerocha90; Twitter: @zezerochalima. Também podem contatar pela assessoria (61) 8164-1232. Apreciem o texto e ao aúdio!

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Do Blog A Praça da Poesia> Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer
poeta-escultor.Arquiteto do Rei.Linhas no espaço sideral,
curvas no infinito
das constelações virtuais.Criando avarandados coloniais
rampas cósmicas.

Ateu e comunista
Materialista das catedrais
humanas,
das capelas espirituais.
Como mãos votivas
numa prece eternizada
no concreto armado
da Catedral ecumênica.

Todas as mãos candangas
paranaenses mineiras
pemambucanas
todas as mãos nortistas
paulistas
de todos os quadrantes
e sextantes
sustentam o universo
nacional.

No alto passam as
nuvens cintilantes
e os aviões da Real e da Panair
uma conspiração de anjos
burocratas diplomatas
voam políticos, empreiteiros
e trovejam e relampagueiam
tempestades
e fogos de artifício.

Sensual ou curvilíneo
em formas simbolistas:
mãos redes seios.
Devaneios.

Talvez abstrações
com intenções figurativas.

Ou seriam estruturas-esculturas?
Barrocas, modernistas?

Nas simetrias liberadas
e nas geometrias depuradas:
teatralidade.

Volumes espaços alturas
verticalidade
ou extremidades em vértice
a eludir o estático
e o majestático
— contra as regras
e as limitações.

Niemeyer é tão ou mais monumental
ainda que sóbrio
mais leve quando concreto
e funcional
mais denso quanto poético.

Surpreendente.

Sem concessões à trivialidade
porque genial.

Todas a artes irmanadas
no mármore, nos arcos
ancestrais
abóbadas sonoras
colunas dançarinas,
vitrais.

António Miranda

Empecilhos às mudanças em educação

Naturalização da evasão, da reprovação, da não aprendizagem: empecilhos às mudanças em educação.

Maria José Rocha Lima – Zezé

Naturalizar as não-aprendizagens com argumentos externos à escola, como a pobreza dos alunos, doenças, o cansaço dos alunos, condições sociais que os fazem chegar à escola despreparados e incapazes para aprender são argumentos que minam a moral dos professores para ensinar.

Inclusão nas escolas ainda é o maior desafio
Inclusão nas escolas ainda é o maior desafio

Livrar-se desse pensamento naturalizado sobre a evasão, a reprovação, a não aprendizagem, será uma forma do professor se livrar, também, da manipulação do próprio sistema, tornando-se mais efetivo como profissional, vendo conexões entre suas ações e as mudanças na aprendizagem dos alunos.

Parece ser mais fácil aceitar que a evasão, a reprovação e a não-aprendizagem sejam fenômenos que parecem inevitáveis, imutáveis, permanentes e impenetráveis às nossas ações do que buscar compreender mais profundamente o modo como esses fenômenos, aparentemente naturais, surgem. “O fatalismo, quase sempre, leva à crença de que podemos fazer muito pouco para mudar as condições em que agimos”. (BAUMAN): 2010).

A familiarização, a repetição vira autoexplicação. A desfamiliarização dessas ideias cruéis da evasão, reprovação, de não-aprendizagem pode ter benefícios evidentes. Pode abrir novas e insuspeitadas possibilidades de conviver com mais consciência de si, mais compreensão dos problemas que nos cercam e talvez agirmos com mais garra, liberdade e vontade de ensinar a todos.

Aproveitando o espaço para lançar áudio do Programa Fim de Tarde, em que a professora mestra Maria José Rocha Lima comenta a Educação para educadores, autoridades, educandos, e profissionais da matéria. O contato com a professora para debates e palestras podem ser feitos pelo e-mail zezerochalima@hotmail.com; também pelo e-mail zezerochalima@gmail.com, Twitter @zezerochalima; Skype: zezerocha90. Ouça o programa: https://soundcloud.com/adenio/11-conselho-de-mestre-fim-de-1

Educação preventiva

zeze

Hoje, continuando com os posts nas redes sociais, apresentamos o terceiro programa “CONSELHO DE MESTRE – Fim de Tarde”, de autoria da professora mestra Maria José Rocha Lima. O tema gira em torno do ensinamento de Dom Bosco que trata a educação à simbiose preventiva em três pilares: RAZÃO, FÉ e BONDADE.
Inicialmente deixamos aqui o contato por e-mail para sugestões, tirar dúvidas, debates e para palestras: zezerochalima@hotmail.com. Participem, pois a Educação ainda é o melhor caminho para redemocratizarmos a democracia, onde o sonho de Darcy Ribeira possa virar realidade para uma Escola Primária à vera!
https://soundcloud.com/adenio/11-conselho-de-mestre-fim-de-1https://soundcloud.com/adenio/02-11-conselho-de-mestre-fim